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ENQUANTO O BRASIL DISCUTE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, O MÉXICO JÁ VIROU PARTE DA FÁBRICA QUE ALIMENTA ESSA REVOLUÇÃO.
O México já responde por cerca de 40% das importações de servidores dos Estados Unidos usados em data centers de inteligência artificial.
Os servidores chegaram a ultrapassar os automóveis entre os principais produtos mexicanos exportados ao mercado americano.
Isso não aconteceu por acaso.
O país combinou proximidade com os Estados Unidos, acordos comerciais, parques industriais, logística integrada e a expansão de fabricantes taiwaneses como Foxconn e Pegatron.
A inteligência artificial não é apenas software.
Também é fábrica, servidor, chip, energia, logística, engenharia e infraestrutura.
Mas existe um alerta.
Grande parte dos componentes de maior valor ainda vem da Ásia. O México monta e exporta os equipamentos, mas ainda captura uma parcela limitada da tecnologia, da propriedade intelectual e do lucro.
Ou seja: entrar na cadeia é importante. Dominar a cadeia vale muito mais.
E o Brasil?
Temos energia relativamente limpa, mercado consumidor, universidades, indústria e capacidade técnica.
Mas precisamos transformar essas vantagens em fábricas, engenharia, componentes, software, pesquisa e propriedade intelectual.
Não basta instalar data centers ou oferecer energia e incentivos.
O objetivo precisa ser gerar produtividade, empregos qualificados, renda, exportações e empresas brasileiras capazes de competir nesse novo mercado.
A corrida da IA já começou.
O México encontrou seu espaço.
A pergunta é: o Brasil vai produzir a infraestrutura da inteligência artificial ou apenas pagar para usar a tecnologia criada pelos outros?
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