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A CHINA ACABA DE ENTRAR DE VEZ NA ERA DOS FOGUETES REUTILIZÁVEIS. 🚀🇨🇳
A chinesa LandSpaceconseguiu recuperar em solo o primeiro estágio do Zhuque-3, fazendo um pouso vertical controlado sobre pernas de aterrissagem. É a primeira vez que uma empresa privada chinesa consegue esse feito com o primeiro estágio de um foguete de classe orbital.
E não foi apenas um teste de pouso. O foguete decolou, separou seus estágios, colocou sua carga em órbita e, cerca de seis minutos depois, o booster pousou controladamente a centenas de quilômetros do ponto de lançamento.
O Zhuque-3 usa metano e oxigênio líquido, tem estrutura de aço inoxidável e foi projetado para realizar até 20 voos. A estratégia é exatamente a que transformou a economia espacial americana: parar de jogar fora uma parte gigantesca do foguete depois de cada lançamento.
Agora vem a parte mais importante.
Recuperar não é o objetivo final. Reutilizar rapidamente é.
Se a China conseguir transformar esse pouso em uma operação recorrente, com boosters voando várias vezes e ciclos curtos entre missões, começa a atacar uma das maiores vantagens competitivas construídas pela SpaceX: reduzir o custo e aumentar brutalmente a frequência de acesso ao espaço.
Isso impacta satélites, internet orbital, defesa, observação da Terra, exploração espacial e toda uma nova economia que está surgindo acima das nossas cabeças.
A corrida espacial mudou. Agora não basta chegar ao espaço. É preciso voltar, reutilizar e lançar novamente.
E a China acaba de mostrar que entrou nessa disputa.
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